A Barreria do Inferno é uma das atrações científicas do Rio Grande do Norte, através da sua estrutura tecnológica e cultural desperta curiosidade aos estudantes, turistas e aos apaixonados pela ciência aeroespacial.  Curiosamente, o nome surgiu pelos pescadores da região, em razão de observarem o reflexo do sol nas falésias da base, vermelhas como fogo, sempre que retornavam do mar ao entardecer.

Desenvolvido para a execução e prestação de apoio às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, o CLBI executa também testes, pesquisa básica ou aplicada e outras atividades de desenvolvimento tecnológico de interesse da Aeronáutica. Já foram realizados 2.935 lançamento de veículos espaciais.

O Centro de Cultura e Informações Turísticas (CCEIT) preserva a história e o patrimônio da Barreira, e, possibilita visitas gratuitas, previamente agendadas aos visitantes e turistas, a fim de tornar público a sua missão e atividades desenvolvidas.

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, localizado em Parnamirim (RN), completou 48 anos de atividades de rastreamento. O centro desenvolve papel fundamental no desempenho do rastreamento de veículos lançados a partir do Centro Espacial da Guiana Francesa. A parceria faz parte de um acordo mútuo de cooperação entre o Departamento de Ciência e Tecnologia e Aeroespacial (DCTA) e a Agência Espacial Europeia (ESA).

O CLBI se tornou uma organização referência no rastreamento dos veículos lançados das plataformas dos centros de lançamento tanto brasileiros, quanto internacionais. A Estação de Telemedidas e os radares Adour e Bearn compõem o complexo de antenas que garantiram acompanhar mais de três mil lançamentos das plataformas brasileiras. Sob coordenação da ESA, foram rastreados 231 lançamentos.

“O ganho é operacional. O uso continuado dos meios de rastreio e a capacitação adquirida pelos servidores e militares ao longo de décadas trazem para a FAB conhecimento e prática real na área de operações espaciais” explica o diretor do DLBI, Tenente-Coronel Engenheiro Fabio Andrade de Almeida. Dentre as operações espaciais que o CLBI teve participação, destacam-se o lançamento do Ariane-V-14 que levava a Sonda Giotto, com a missão de fotografar a passagem do Cometa Halley em 1986. O Ariane 236, que em 2017 colocou em órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), entre muitos outros.

A previsão para 2020 é que a unidade participará da operação de lançamento do Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, o primeiro capaz de realizar observações diretas de planetas fora do Sistema Solar.